Desperta seu sorriso saudável

Na década de 90, nos Estados Unidos, Mike Emme era conhecido como um menino carinhoso e cheio de habilidades mecânicas. Ele ficou famoso por ter restaurado, sozinho, um Mustang 68 que no final ainda foi pintado de amarelo.  Só que em 1994, Mike cometeu suicídio, com apenas 17 anos. Infelizmente ninguém que convivia com ele percebeu os sinais de que ele pretendia atentar contra sua própria vida. No funeral, os amigos montaram uma cesta de cartões e fitas amarelas com a mensagem: “Se precisar, peça ajuda”. A ação ganhou grandes proporções e circulou pelo país. Vários jovens passaram a utilizar cartões amarelos para pedir ajuda a pessoas próximas. A fita amarela foi escolhida como símbolo do programa que incentiva aqueles que têm pensamentos suicidas a buscar ajuda. Em 2003, a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu o dia 10 de setembro para ser o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. E o amarelo do Mustang de Mike foi a cor escolhida pra representar essa campanha que chegou ao Brasil em 2015, pelo Centro de Valorização da Vida (CVV) (fonte: gntech)



Essa é a história de Mike, mas diariamente é um capítulo da vida de milhões de pessoas ao redor do mundo. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a quantidade de casos de depressão cresceu 18% em dez anos. E este ano (2020) esta será a doença mais incapacitante do planeta. Quando a OMS fez esse estudo, ainda nem havia a pandemia, agora, depois de tantos medos, angústia e ansiedade, o cenário está ainda mais alarmante. Mas e o que depressão tem a ver com Setembro Amarelo? 



De acordo com Dra. Alessandra Reis, psicóloga da Clin, “até chegar a tirar a própria vida, é comum que esse paciente tenha apresentado indícios de que estava passando por sofrimento psíquico, podendo chegar a quadros depressivos e/ou de ansiedade. Esse estado vai se agravando, até que, tentando acabar com aquela dor, o indivíduo acha que o suicídio é a única saída. Todos nós sabemos que jamais será a solução, por isso falar sobre o assunto é tão importante e também ficar atento aos sinais” explica. E quais são esses sinais, já que muitas vezes quem comete suicídio é alguém que faz parte do dia a dia e que, muitas vezes nunca falou abertamente sobre o assunto?



Alessandra esclarece que o comportamento de tentar demonstrar que tá sempre tudo muito bem, pode ser uma forma de mascarar os verdadeiros sentimentos. A mesma pessoa que levanta da cama super feliz, quer ir à praia, encontrar os amigos, quer beber, dançar. A noite ela se recolhe em uma tristeza que nem sabe de onde veio. Se tranca, não quer ver ninguém. Para essas pessoas a vida acaba perdendo o sentido. Então a gente precisa demonstrar que está disposto a ajudar aquele amigo, parente, companheiro, filho com esse tipo de comportamento. Oferecer ajuda, demonstrar disponibilidade e empatia pela dor do outro, mostrar que a vida dele(a) é importante para você, são formas de evitar que atitudes extremas como o suicídio aconteçam.



É nessa hora que quem tá…

Setembro Amarelo: amor, empatia, compaixão e autocompaixão salvam vidas.

Na década de 90, nos Estados Unidos, Mike Emme era conhecido como um menino carinhoso e cheio de habilidades mecânicas. Ele ficou famoso por ter restaurado, sozinho, um Mustang 68 que no final ainda foi pintado de amarelo.  Só que em 1994, Mike cometeu suicídio, com apenas 17 anos. Infelizmente ninguém que convivia com ele percebeu os sinais de que ele pretendia atentar contra sua própria vida. No funeral, os amigos montaram uma cesta de cartões e fitas amarelas com a mensagem: Se precisar, peça ajuda”. A ação ganhou grandes proporções e circulou pelo país. Vários jovens passaram a utilizar cartões amarelos para pedir ajuda a pessoas próximas. A fita amarela foi escolhida como símbolo do programa que incentiva aqueles que têm pensamentos suicidas a buscar ajuda. Em 2003, a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu o dia 10 de setembro para ser o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. E o amarelo do Mustang de Mike foi a cor escolhida pra representar essa campanha que chegou ao Brasil em 2015, pelo Centro de Valorização da Vida (CVV) (fonte: gntech)

Essa é a história de Mike, mas diariamente é um capítulo da vida de milhões de pessoas ao redor do mundo. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a quantidade de casos de depressão cresceu 18% em dez anos. E este ano (2020) esta será a doença mais incapacitante do planeta. Quando a OMS fez esse estudo, ainda nem havia a pandemia, agora, depois de tantos medos, angústia e ansiedade, o cenário está ainda mais alarmante. Mas e o que depressão tem a ver com Setembro Amarelo? 

De acordo com Dra. Alessandra Reis, psicóloga da Clin, “até chegar a tirar a própria vida, é comum que esse paciente tenha apresentado indícios de que estava passando por sofrimento psíquico, podendo chegar a quadros depressivos e/ou de ansiedade. Esse estado vai se agravando, até que, tentando acabar com aquela dor, o indivíduo acha que o suicídio é a única saída. Todos nós sabemos que jamais será a solução, por isso falar sobre o assunto é tão importante e também ficar atento aos sinais” explica. E quais são esses sinais, já que muitas vezes quem comete suicídio é alguém que faz parte do dia a dia e que, muitas vezes nunca falou abertamente sobre o assunto?

Alessandra esclarece que o comportamento de tentar demonstrar que tá sempre tudo muito bem, pode ser uma forma de mascarar os verdadeiros sentimentos. A mesma pessoa que levanta da cama super feliz, quer ir à praia, encontrar os amigos, quer beber, dançar. A noite ela se recolhe em uma tristeza que nem sabe de onde veio. Se tranca, não quer ver ninguém. Para essas pessoas a vida acaba perdendo o sentido. Então a gente precisa demonstrar que está disposto a ajudar aquele amigo, parente, companheiro, filho com esse tipo de comportamento. Oferecer ajuda, demonstrar disponibilidade e empatia pela dor do outro, mostrar que a vida dele(a) é importante para você, são formas de evitar que atitudes extremas como o suicídio aconteçam.

É nessa hora que quem tá próximo pode chegar e dizer: “tá tudo realmente bem? Quer conversar?” é sempre uma boa alternativa pra saber se aquela alegria inabalável não é, na verdade, uma tentativa de camuflar uma depressão. 

Segundo a OMS, o número de países com estratégias nacionais de prevenção ao suicídio aumentou nos cinco anos desde a publicação do primeiro relatório global da Organização Mundial da Saúde. “Esse número é muito baixo, apenas 38 países têm uma estratégia. Os governos precisam se comprometer a estabelecê-las” afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom. O diretor destaca ainda que “apesar do progresso, uma pessoa se suicida a cada 40 segundos e toda morte é uma tragédia para a família, amigos e colegas. No entanto, suicídios podem ser evitados” completou.

E podemos mesmo ajudar a diminuir esses números, principalmente nesse momento de pandemia que estamos vivendo. Todos os estudos têm mostrado um aumento significativo no número de pessoas relatando estados depressivos e pensamentos suicidas. “Estamos todos guiados pelo medo, incertezas e o isolamento contribui pra que a tristeza encontre um cenário ideal pra se instalar. Da noite pro dia tivemos que ficar em casa, não pode abraçar, beijar, aglomerar… Somos seres extremamente sociáveis, a gente gosta de confraternizar e quando há alguma coisa que impeça isso, impacta sim na nossa saúde mental” explica a nossa psicóloga. “Se você perceber, grande parte dos pacientes com depressão, costuma se isolar. E foi o que fomos obrigados a fazer. Nos recolher. Somado a isso teve o home office que não foi fácil adaptar trabalho com rotina de casa, antes toda organizada de outra maneira. Ainda tem a questão de dobrar os hábitos de limpeza e higiene, lavar tudo que chega em casa, passar álcool, etc. Há sempre aquele mais relaxado e o mais atento, isso é um prato cheio pra discussões. Ou seja. Fomos dormir em um mundo e acordamos com ele virado de cabeça pra baixo. Mas podemos sim enfrentar tudo isso com mais calma e sabendo que é sim uma fase. Vai passar. Mas busque ajuda e estenda a mão pra ajudar as pessoas. É hora da gente se unir e a empatia está cada vez mais em evidência” completa Dra. Alessandra Reis, que faz parte do nosso time de psicólogos on-line 24 horas, no ClinApp. Não espere as coisas piorarem,  busque ajuda bem antes. 

Estar atento aos sinais tanto em você quanto no outro, ler, assistir a vídeos, seguir perfis de psicólogos é sempre muito interessante. Principalmente nesse mês do Setembro Amarelo que esse tema está sendo discutido com freqüência.  Informação, amor, carinho, atenção são a melhor forma de manter a saúde mental em ordem. Todos nós estamos sujeitos a deixar uma tristeza profunda tomar conta. Mas busque ajude. Não tenha vergonha. Não há nada de errado nem feio em assumir suas fragilidades porque todos nós somos isso: força e fragilidade. Não há felicidade constante e inabalável. Assim como não há tristeza que dure pra sempre. Se conhece alguém assim, desconfie e ofereça ajuda. No mais, não descuide de você. Se conheça bem e, repito, não pense duas vezes em buscar ajuda.

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